Aviação Agrícola no Brasil
Décadas de 40 e 50
O primeiro voo
agrícola no Brasil deu-se em 19 de agosto de 1947 em Pelotas no Rio Grande do Sul (estado que sempre se
destacou neste tipo de aplicação), no combate a uma praga de gafanhotos, Schistocerca cancelata, coordenado pelo engenheiro agrônomo Leôncio Fontelle juntamente
com o piloto Clóvis Candiota, aplicaram produtos químicos objetivando o
controle de gafanhotos, este
dia foi instituído como o Dia Nacional da Aviação Agrícola.
Patrono da aviação agrícola no Brasil.
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| Comandante Clóvis Candiota |
A aeronave utilizado foi o MUNIZ, modelo M-9, bi-plano de fabricação
nacional, (Prefixo PP-GAP), monomotor de 190 HP, autonomia de voo de 4 horas, equipada com depósito metálico, constituído em dois compartimentos em forma de moega e dosador próprio, controlado pelo piloto com capacidade de carga de
aproximadamente 100 kg, foi aplicado na ocasião BHC com o apoio técnico do Sr. Leôncio Fontelle.
Muniz, modelo M-9, bi-plano
No ano de 1950,
iniciaram as aplicações aéreas de BHC na cultura do café. Nessa mesma época
foram criadas as "Patrulhas de Tratamento Aéreo" do Ministério da
Agricultura (PATAE).
No ano de 1956 a empresa
Sociedade Agrícola Mambú Ltda, Donos de extensas áreas de bananas na região de
Itanhaém-SP, começou a realizar aplicações aéreas objetivando o controle do mal
de Sigatoka com uma aeronave biplana Stearman.
A mesma foi buscar conhecimento sobre a tecnologia de aplicação no Equador, onde
essa tecnologia de controle da Sigatoka estava sendo bastante desenvolvida. Na
aeronave foi adaptado um tambor de 200 litros no assento traseiro, uma
bomba centrífuga eólica e dois pulverizadores fabricados pela própria empresa.
Conseguiram na época ótimos resultados no controle fitossanitário do mal de
Sigatoka com essa tecnologia desenvolvida.
Décadas de 60,
70, 80 e 90
No ano de 1965 foi criada a
empresa Seara Defesa Agrícola Vegetal Ltda. que desenvolveu a tecnologia de
aplicação aérea UBV (Ultra Baixo Volume) na cultura do algodão.
Em 19 de Agosto de 1969 foi criada a Empresa Brasileira de Aeronáutica EMBRAER.
Em 1967 foi realizado o primeiro CAVAG (Curso de Aviação Agrícola – 02/09 a 12/12/67).
Em 1970 o avião agrícola EMB 200 Ipanema, batizado PP-ZIP, fez seu voo inaugural no dia 30 de Julho.
Na década de 70 houve um
grande desenvolvimento nos trabalhos de aplicação aérea, porém na década de 80 os
trabalhos de aplicação aérea entraram em decadência pela falta de tecnologia.
Durante toda a década de 70 a aviação agrícola teve grande desenvolvimento. Nessa primeira década de fabricação do avião agrícola nacional Ipanema foram produzidas aproximadamente 400 aeronaves. Durante o período de 1970 até o ano de 2005 foram produzidas um número estimado de 1.050 aeronaves agrícolas Ipanema.
No início da década de 90,
começou um ligeiro crescimento nos trabalhos de aplicação aérea de agroquímicos
acompanhando o grande desenvolvimento das culturas da soja e do algodão no
cerrado dos Estados do Mato Grosso e Goiás.
No final da década de 90
muitas novas tecnologias começaram a ser utilizadas pela aviação agrícola no
Brasil. Novas pontas de pulverização foram desenvolvidas, novas barras de
pulverização aerodinâmicas, aperfeiçoamento dos equipamentos nacionais e o GPS.
De todas essas novas
tecnologias foi o GPS a que mais se destacou, pois funcionou como um
certificado de garantia de boa aplicação e, com certeza, foi responsável pelo
fechamento de muitos contratos de aplicação aérea com muitos produtores, atualmente, no Brasil
existem cerca de 1.500 aviões agrícolas em operação. O mercado potencial para
essas aeronaves é de 10.000 unidades. Esse potencial de mercado leva em
consideração somente as áreas agrícolas atualmente exploradas e não levam em
consideração ainda as áreas com possibilidades de exploração. Por exemplo, o
Estado do Mato Grosso ainda tem aproximadamente 60% do potencial de áreas agrícolas
para serem exploradas pelas extensivas culturas da soja e do algodão.
Poderemos observar nos próximos anos um grande
desenvolvimento de novas tecnologias na área de aplicação com aeronaves
agrícolas no Brasil. Empresas fabricantes de aviões agrícolas e equipamentos do
Brasil e de outros países estarão, nos próximos anos, buscando esse grande
mercado potencial da aviação agrícola no Brasil que existe ainda a ser
conquistado. O potencial de mercado no Brasil para a aviação agrícola, considerando
somente a área agriculturável, é para 10.000 aeronaves. Atualmente a área
agrícola explorada no Brasil é de aproximadamente 70 milhões de hectares, mas
ainda existem cerca de 500 milhões de hectares de áreas disponíveis para a
agricultura a serem utilizadas. Essa área agrícola brasileira ainda a ser
explorada corresponde à área total de 32 países da Comunidade Européia.




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