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domingo, 1 de junho de 2014

Aviação agrícola e suas aplicações.


Utilização da aviação agrícola.


Sendo um serviço especializado, regulamentado pelo Ministério da Agricultura e do Abastecimento e pelo Ministério da Aeronáutica, a aplicação de defensivos, uréia granulada, semeadura de pastagens e coberturas, reflorestamento, povoamento de lagos e rios com peixes, o auxílio à saúde pública no combate a doenças endêmicas, nucleação de nuvens, entre diversas outras atividades, fazem do avião agrícola uma importante ferramenta na prestação de serviços.






Aviação agrícola no Brasil.

Aviação Agrícola no Brasil



Décadas de 40 e 50




O primeiro voo agrícola no Brasil deu-se em 19 de agosto de 1947 em Pelotas no Rio Grande do Sul (estado que sempre se destacou neste tipo de aplicação), no combate a uma praga de gafanhotos, Schistocerca cancelata, coordenado pelo engenheiro agrônomo Leôncio Fontelle juntamente com o piloto Clóvis Candiota, aplicaram produtos químicos objetivando o controle de gafanhotos, este dia foi instituído como o Dia Nacional da Aviação Agrícola.

Patrono da aviação agrícola no Brasil.

Comandante Clóvis Candiota

A aeronave utilizado foi o MUNIZ, modelo M-9, bi-plano de fabricação nacional, (Prefixo PP-GAP), monomotor de 190 HP, autonomia de voo de 4 horas, equipada com depósito metálico, constituído em dois compartimentos em forma de moega e dosador próprio, controlado pelo piloto com capacidade de carga de aproximadamente 100 kg, foi aplicado na ocasião BHC com o apoio técnico do Sr. Leôncio Fontelle.


Muniz, modelo M-9, bi-plano









No ano de 1950, iniciaram as aplicações aéreas de BHC na cultura do café. Nessa mesma época foram criadas as "Patrulhas de Tratamento Aéreo" do Ministério da Agricultura (PATAE).
     
     No ano de 1956 a empresa Sociedade Agrícola Mambú Ltda, Donos de extensas áreas de bananas na região de Itanhaém-SP, começou a realizar aplicações aéreas objetivando o controle do mal de Sigatoka com uma aeronave biplana Stearman.
     A mesma foi buscar conhecimento sobre a tecnologia de aplicação no Equador, onde essa tecnologia de controle da Sigatoka estava sendo bastante desenvolvida. Na aeronave foi adaptado um tambor de 200 litros no assento traseiro, uma bomba centrífuga eólica e dois pulverizadores fabricados pela própria empresa. Conseguiram na época ótimos resultados no controle fitossanitário do mal de Sigatoka com essa tecnologia desenvolvida.


Décadas de 60, 70, 80 e 90

   No ano de 1965 foi criada a empresa Seara Defesa Agrícola Vegetal Ltda. que desenvolveu a tecnologia de aplicação aérea UBV (Ultra Baixo Volume) na cultura do algodão.
   Em 19 de Agosto de 1969 foi criada a Empresa Brasileira de Aeronáutica EMBRAER.
    Em 1967 foi realizado o primeiro CAVAG (Curso de Aviação Agrícola – 02/09 a 12/12/67).
  Em 1970 o avião agrícola EMB 200 Ipanema, batizado PP-ZIP, fez seu voo inaugural no dia 30 de Julho.
   Na década de 70 houve um grande desenvolvimento nos trabalhos de aplicação aérea, porém na década de 80 os trabalhos de aplicação aérea entraram em decadência pela falta de tecnologia.
  Durante toda a década de 70 a aviação agrícola teve grande desenvolvimento. Nessa primeira década de fabricação do avião agrícola nacional Ipanema foram produzidas aproximadamente 400 aeronaves. Durante o período de 1970 até o ano de 2005 foram produzidas um número estimado de 1.050 aeronaves agrícolas Ipanema.
      No início da década de 90, começou um ligeiro crescimento nos trabalhos de aplicação aérea de agroquímicos acompanhando o grande desenvolvimento das culturas da soja e do algodão no cerrado dos Estados do Mato Grosso e Goiás.
   No final da década de 90 muitas novas tecnologias começaram a ser utilizadas pela aviação agrícola no Brasil. Novas pontas de pulverização foram desenvolvidas, novas barras de pulverização aerodinâmicas, aperfeiçoamento dos equipamentos nacionais e o GPS.
     De todas essas novas tecnologias foi o GPS a que mais se destacou, pois funcionou como um certificado de garantia de boa aplicação e, com certeza, foi responsável pelo fechamento de muitos contratos de aplicação aérea com muitos produtores, atualmente, no Brasil existem cerca de 1.500 aviões agrícolas em operação. O mercado potencial para essas aeronaves é de 10.000 unidades. Esse potencial de mercado leva em consideração somente as áreas agrícolas atualmente exploradas e não levam em consideração ainda as áreas com possibilidades de exploração. Por exemplo, o Estado do Mato Grosso ainda tem aproximadamente 60% do potencial de áreas agrícolas para serem exploradas pelas extensivas culturas da soja e do algodão.
   Poderemos observar nos próximos anos um grande desenvolvimento de novas tecnologias na área de aplicação com aeronaves agrícolas no Brasil.          Empresas fabricantes de aviões agrícolas e equipamentos do Brasil e de outros países estarão, nos próximos anos, buscando esse grande mercado potencial da aviação agrícola no Brasil que existe ainda a ser conquistado. O potencial de mercado no Brasil para a aviação agrícola, considerando somente a área agriculturável, é para 10.000 aeronaves. Atualmente a área agrícola explorada no Brasil é de aproximadamente 70 milhões de hectares, mas ainda existem cerca de 500 milhões de hectares de áreas disponíveis para a agricultura a serem utilizadas. Essa área agrícola brasileira ainda a ser explorada corresponde à área total de 32 países da Comunidade Européia.